Enfrentar uma separação ou um processo que envolve a guarda dos filhos é sempre emocionalmente complexo. A situação torna-se ainda mais frustrante quando se tem a perceção de que a voz dos diretamente interessados não está a ser considerada. Se um juiz se recusa a ouvir um filho menor, especialmente um adolescente, é compreensível sentir um profundo sentimento de injustiça. Como advogado especialista em direito da família em Milão, o Dr. Marco Bianucci aborda estes casos com a máxima sensibilidade, ciente da importância fundamental de garantir que os direitos dos mais jovens sejam respeitados e protegidos nos tribunais.
O ordenamento jurídico italiano, em conformidade com as convenções internacionais sobre os direitos da criança, reconhece ao menor o direito fundamental de expressar as suas opiniões nos processos que lhe dizem respeito. A lei estabelece que o menor que tenha completado doze anos, ou mesmo idade inferior se for capaz de discernimento, deve ser ouvido pelo juiz nos processos relativos à sua guarda. Este momento não é uma mera formalidade, mas uma etapa crucial para compreender as necessidades, os desejos e os medos do jovem.
No entanto, a obrigação de audição não é absoluta. O juiz pode decidir não proceder a tal, mas apenas em casos específicos e rigorosamente regulamentados por lei. A recusa pode ocorrer se a audição for considerada contrária ao superior interesse do menor, por exemplo, para evitar-lhe um grave trauma psicológico, ou se parecer manifestamente supérflua para a decisão. É de importância fundamental que o magistrado forneça uma motivação clara, específica e detalhada para justificar a não audição.
Quando nos deparamos com uma decisão que nega a audição sem motivação adequada, é essencial agir prontamente. A abordagem do Dr. Marco Bianucci, advogado de família em Milão, concentra-se na análise meticulosa da decisão judicial. O objetivo principal é verificar se existem os pressupostos para contestar a decisão, protegendo o direito do filho a participar ativamente no processo que determinará o seu futuro arranjo de vida.
A estratégia de defesa é construída à medida, avaliando a oportunidade de apresentar um recurso ao Tribunal da Relação ou de formular novos pedidos ao juiz de instância. O Escritório de Advocacia Bianucci trabalha para que a voz do menor encontre o espaço que merece, recorrendo, quando necessário, ao apoio de peritos judiciais para demonstrar a capacidade de discernimento do jovem e a ausência de riscos psicológicos relacionados com a audição.
A lei italiana prevê que o menor deve ser ouvido se tiver completado doze anos. No entanto, mesmo crianças de idade inferior podem e devem ser ouvidas se o juiz considerar que adquiriram uma capacidade de discernimento suficiente, ou seja, a maturidade necessária para compreender a situação e expressar uma opinião autónoma.
Se o juiz omitir a audição do menor de doze anos, ou capaz de discernimento, sem fornecer uma motivação específica e fundamentada no superior interesse da criança, a decisão proferida pode ser considerada viciada. Nestes casos, é possível contestar a decisão, pois é violado um direito fundamental reconhecido pela lei e pelas convenções internacionais.
Sim, é possível contestar a recusa. Através da assistência de um advogado, os pais podem apresentar pedidos específicos para reiterar o pedido de audição, destacando elementos não considerados pelo magistrado, ou podem contestar a decisão de recusa perante o tribunal superior, solicitando que seja garantido o direito do menor a expressar-se.
Não, para proteger a serenidade do menor, a audição ocorre em modalidades protegidas. Geralmente, realiza-se na ausência dos pais e dos seus advogados, a menos que o juiz o considere oportuno. Frequentemente, o magistrado recorre à ajuda de especialistas, como psicólogos infantis, para conduzir o diálogo num ambiente adequado e com uma linguagem apropriada à idade do jovem.
Garantir que a voz dos seus filhos seja ouvida é um passo fundamental para alcançar decisões equilibradas e respeitadoras do seu bem-estar. Os custos e os prazos de uma ação legal para proteger estes direitos dependem das especificidades da situação e das estratégias processuais necessárias. Durante um encontro preliminar, o Dr. Marco Bianucci analisará aprofundadamente a decisão do juiz e a história familiar, fornecendo um quadro claro das opções disponíveis e do respetivo compromisso exigido. Contacte o Escritório de Advocacia Bianucci na sede de Milão, na via Alberto da Giussano 26, para marcar uma consulta de conhecimento e avaliar em conjunto o percurso mais adequado para proteger os interesses dos seus filhos.