Avv. Marco Bianucci
Avv. Marco Bianucci

Advogado Penalista

A gestão das questões patrimoniais imediatamente após a perda de um familiar é frequentemente fonte de dúvidas e, infelizmente, de litígios. Uma das situações mais frequentes que nos deparamos diz respeito à utilização dos cartões de pagamento do *de cuius* nos dias subsequentes, ou mesmo nas horas subsequentes, ao falecimento. Muitos herdeiros, por vezes de boa-fé para cobrir as despesas funerárias, outras vezes com intenções menos nobres, utilizam o código PIN para levantar dinheiro. Na qualidade de advogado especialista em direito das sucessões em Milão, o Dr. Marco Bianucci vê-se frequentemente a ter de esclarecer as graves implicações legais de tais gestos, que podem resultar em processos criminais por apropriação indevida.

O quadro normativo: porquê levantar dinheiro é ilegal

Do ponto de vista jurídico, o falecimento do titular da conta corrente implica a extinção imediata de qualquer mandato ou delegação previamente conferida. Em termos simples, mesmo que se estivesse autorizado a operar na conta ou se conhecesse o código do cartão de débito, essa faculdade cessa no instante da morte. As somas depositadas passam a fazer parte da chamada comunhão hereditária e pertencem pro-quota a todos os herdeiros legítimos.

Efetuar levantamentos ou transferências utilizando as credenciais do falecido constitui uma violação das normas sucessórias e, nos casos mais graves, configura o crime de apropriação indevida (art. 646 c.p.) ou furto, dependendo das circunstâncias. A jurisprudência italiana é firme em considerar que tais condutas lesam os direitos dos outros co-herdeiros, alterando a consistência do acervo hereditário. Além disso, o banco, uma vez notificado do falecimento, tem a obrigação de bloquear as contas até à apresentação da declaração de sucessão, precisamente para tutelar a integridade do património.

A abordagem do Escritório de Advocacia Bianucci para a recuperação das somas

Quando um herdeiro suspeita que foram efetuados levantamentos ilegítimos, é fundamental agir com tempestividade e precisão. A abordagem do Dr. Marco Bianucci, advogado especialista em direito sucessório e penal em Milão, parte de uma análise rigorosa da documentação bancária. Através do exame dos extratos de conta e da lista de movimentos, é possível rastrear com exatidão as operações efetuadas *post mortem* ou em época suspeita.

A estratégia do Escritório de Advocacia Bianucci visa, em primeiro lugar, a recomposição amigável da disputa. O objetivo é obter a restituição das somas subtraídas à massa hereditária sem necessariamente iniciar um longo processo penal, fazendo alavancagem nas consequências legais que o levantador arrisca enfrentar. No entanto, caso não haja colaboração, o escritório está pronto para agir em sede civil e penal para tutelar os direitos dos co-herdeiros lesados, garantindo que cada euro subtraído seja reintegrado no acervo hereditário e corretamente dividido. O profundo conhecimento das dinâmicas bancárias e sucessórias permite ao Dr. Bianucci construir uma defesa sólida e documentada.

Perguntas Frequentes

Posso usar o cartão de débito do falecido para pagar o funeral?

Tecnicamente não. Mesmo que a finalidade seja nobre, a utilização das credenciais do falecido após a morte é ilegítima. O procedimento correto prevê que as despesas funerárias sejam adiantadas pelos herdeiros e depois reembolsadas pela herança, ou que se solicite ao banco o desbloqueio de uma parte das somas especificamente para o pagamento das honras fúnebres, apresentando a respetiva fatura.

O que arrisco se levantei dinheiro da conta de um pai falecido?

Se o levantamento foi efetuado sem o consentimento de todos os outros herdeiros, arrisca uma queixa por apropriação indevida. No plano civil, é-se obrigado à restituição imediata da totalidade da soma à massa hereditária, acrescida de eventuais juros e despesas legais.

Como sei se alguém levantou dinheiro após a morte?

Os herdeiros têm o direito de solicitar ao banco o extrato de conta histórico e a lista de movimentos, mesmo relativos ao período anterior ao falecimento. Na qualidade de advogado especialista em sucessões, o Dr. Marco Bianucci assiste os clientes na obtenção destes documentos, muitas vezes fundamentais para reconstruir o património efetivo do falecido.

O banco é responsável se permitiu o levantamento?

Geralmente, se o levantamento ocorre no caixa automático (ATM) com o uso do PIN correto antes que o banco seja notificado do falecimento, a instituição de crédito não é considerada responsável. A responsabilidade recai inteiramente sobre quem efetuou fisicamente a operação indevida.

Solicite uma consulta jurídica em Milão

Se suspeita que o património hereditário foi afetado por levantamentos indevidos ou necessita de se defender de contestações relativas à gestão da conta de um familiar falecido, é essencial confiar num profissional competente. O Dr. Marco Bianucci, advogado especialista em direito das sucessões, atende no seu escritório em Milão, na Via Alberto da Giussano, 26, para analisar o seu caso com a máxima confidencialidade e profissionalismo.