Enfrentar uma crise conjugal muitas vezes traz consigo dúvidas dolorosas e a necessidade de esclarecer aspectos fundamentais da vida familiar, como a fidelidade do parceiro ou a real consistência do patrimônio comum. Como advogado especialista em direito de família em Milão, o Adv. Marco Bianucci recebe frequentemente pedidos de clientes que desejam saber se é lícito contratar um investigador privado para coletar provas a serem utilizadas em um eventual processo de separação ou divórcio. A resposta é afirmativa, mas requer um conhecimento preciso dos limites impostos pela lei para a proteção da privacidade. Não se trata de mera curiosidade, mas de construir uma estratégia de defesa sólida baseada em elementos concretos e admissíveis em tribunal.
O ordenamento jurídico italiano reconhece a possibilidade de recorrer a investigadores privados autorizados para tutelar um direito em sede judicial. No entanto, a atividade investigativa não é uma zona livre e deve obedecer a regras rigorosas para não descambar para o ilícito. As provas coletadas, para serem utilizáveis, não devem violar a esfera de confidencialidade constitucionalmente garantida do cônjuge. Por exemplo, é lícito seguir o cônjuge em locais públicos ou abertos ao público para documentar encontros ou comportamentos incompatíveis com os deveres matrimoniais, mas é severamente proibido entrar na residência alheia, instalar microfones em casa ou aceder indevidamente a dispositivos eletrónicos como smartphones ou computadores protegidos por senha. A violação destas normas não só torna a prova inutilizável no processo civil, como expõe quem encomendou a investigação a sérios riscos de natureza penal.
O recurso a um profissional da investigação torna-se estratégico principalmente em duas áreas. A primeira diz respeito ao pedido de atribuição da culpa pela separação: se a crise matrimonial foi causada pela violação do dever de fidelidade, documentar a traição através de relatórios de investigação e fotografias tiradas licitamente pode ser determinante para obter a atribuição da culpa ao outro cônjuge. A segunda área, muitas vezes ainda mais relevante, diz respeito às questões económicas. Um investigador pode ser fundamental para revelar atividades laborais não declaradas (trabalho informal), um estilo de vida incompatível com os rendimentos oficiais ou bens ocultados, elementos essenciais para determinar corretamente o montante da pensão de manutenção para o cônjuge ou para os filhos.
O Adv. Marco Bianucci, graças à sua consolidada experiência como advogado especialista em direito de família em Milão, não se limita a aconselhar o uso de um investigador, mas integra esta atividade numa estratégia legal global. A colaboração ocorre exclusivamente com agências de investigação autorizadas e de comprovada fiabilidade, que operam no território milanês e nacional. Antes de conferir qualquer encargo, o escritório avalia cuidadosamente se as provas procuradas são efetivamente necessárias e pertinentes para os fins do processo. O objetivo não é recolher informações indiscriminadas, mas obter um dossiê probatório inatacável que possa resistir ao contraditório em audiência. O investigador, se necessário, será então chamado a testemunhar em juízo para confirmar o que foi relatado no seu relatório escrito, transformando assim os resultados da investigação em provas testemunhais para todos os efeitos.
A instalação de um dispositivo GPS no carro utilizado exclusivamente pelo cônjuge, sem o seu conhecimento, é considerada pela jurisprudência prevalecente como uma violação da privacidade e pode configurar um crime. As provas obtidas desta forma são geralmente inutilizáveis em juízo. É fundamental consultar um advogado antes de tomar medidas