Avv. Marco Bianucci
Avv. Marco Bianucci

Advogado de Família

A Responsabilidade Civil em Casos de Alienação Parental

Ver o próprio filho afastar-se progressivamente, recusar o contato ou manifestar uma hostilidade injustificada é uma das experiências mais dolorosas que um pai ou mãe pode enfrentar. Quando este distanciamento não é natural, mas é o fruto de uma manipulação psicológica orquestrada pelo outro progenitor, deparamo-nos com uma conduta que pode ter relevância jurídica. Como advogado especialista em direito de família em Milão, o Dr. Marco Bianucci compreende profundamente o sofrimento e o sentimento de impotência que derivam da alienação parental, uma dinâmica que lesa o direito fundamental à parentalidade partilhada.

No contexto jurídico italiano, o obstrucionismo e a manipulação que levam à rejeição da figura parental podem configurar um verdadeiro ilícito endofamiliar. A jurisprudência, e em particular a orientação do Tribunal de Milão, reconhece que a privação do relacionamento parental causada dolosamente ou culposamente pelo outro progenitor gera um dano injusto. Tal dano, não apenas patrimonial, mas sobretudo existencial e moral, é suscetível de indemnização. Não se trata apenas de restabelecer as visitas, mas de obter justiça pelo tempo subtraído e pela lesão da identidade parental.

O Quadro Normativo e a Jurisprudência em Milão

O direito à indemnização por alienação parental encontra fundamento no artigo 2043 do Código Civil (indemnização por ato ilícito) e no artigo 709 ter do Código de Processo Civil, que prevê sanções e indemnizações a cargo do progenitor que viola os deveres de guarda ou causa prejuízo ao menor e ao outro progenitor. É fundamental compreender que, para além da discutida definição científica de 'PAS' (Síndrome de Alienação Parental), o que interessa ao juiz é a conduta alienante: comportamentos depreciativos, obstáculos frequentes às visitas e manipulações emocionais.

Em Milão, as decisões dos juízes baseiam-se frequentemente nos resultados da Consultoria Técnica de Ofício (CTU). As perícias psicológicas são instrumentos cruciais para apurar se a rejeição do menor é autêntica ou induzida. Quando se demonstra que um progenitor agiu para apagar a figura do outro, o Tribunal pode determinar não só a alteração do regime de guarda, mas também a condenação à indemnização pelos danos pela sofrimento psicofísico sofrido pelo progenitor excluído.

A Abordagem do Escritório de Advocacia Bianucci

A abordagem do Dr. Marco Bianucci, advogado com consolidada experiência em direito de família e em indemnização por danos endofamiliares, distingue-se pela meticulosidade na análise probatória. Enfrentar um caso de alienação parental requer uma estratégia defensiva que vai além da simples gestão legal: é necessário construir um quadro probatório sólido, capaz de evidenciar o nexo causal entre os comportamentos do outro progenitor e o dano sofrido.

O Escritório de Advocacia Bianucci colabora com consultores técnicos de parte qualificados para analisar os relatórios dos serviços sociais e as CTUs, identificando eventuais criticidades ou confirmações das condutas manipuladoras. O objetivo do Dr. Marco Bianucci é duplo: por um lado, agir tempestivamente para restabelecer o vínculo com o filho e, por outro, quantificar corretamente o dano sofrido para obter uma justa indemnização. Cada ação legal é guiada pela proteção prioritária do interesse do menor e pela vontade de restituir dignidade ao papel parental lesado.

Perguntas Frequentes

Como se demonstra a alienação parental em tribunal?

A prova da alienação parental é complexa e requer uma atenta recolha documental. Mensagens, gravações (onde lícitas), testemunhos e relatórios dos serviços sociais são elementos úteis. No entanto, a prova rainha é frequentemente constituída pela Consultoria Técnica de Ofício (CTU), que avalia as dinâmicas psicológicas familiares e o eventual condicionamento do menor.

É possível pedir indemnização mesmo que não haja uma sentença penal?

Sim. A responsabilidade civil por ilícito endofamiliar é autónoma em relação à penal. É possível agir em sede civil para obter a indemnização pelos danos morais e existenciais causados pela conduta do outro progenitor, independentemente do resultado de eventuais processos penais, baseando-se na violação dos deveres parentais sancionados pelo código civil.

O que se entende por dano por privação do relacionamento parental?

Trata-se de um dano não patrimonial que indemniza o sofrimento interior e o transtorno das rotinas de vida causados pela impossibilidade de exercer o seu papel de progenitor. Inclui a dor pela perda da quotidianidade com o filho e a lesão de um direito constitucionalmente garantido.

Quanto tempo demora a obter uma indemnização?

Os prazos variam consoante a complexidade do caso e o trâmite processual do Tribunal de Milão. Frequentemente, o pedido de indemnização é apresentado no âmbito do processo de separação ou divórcio, ou num procedimento autónomo ex art. 709 ter c.p.c. Durante o primeiro contato, o advogado poderá fornecer um quadro mais claro das fases previstas.

Proteja os seus direitos de progenitor

Se considera ser vítima de comportamentos que visam afastá-lo do seu filho, é fundamental agir com consciência e apoio profissional. O Dr. Marco Bianucci está à sua disposição para avaliar o seu caso e definir a estratégia mais adequada para proteger o seu vínculo afetivo e solicitar a justa indemnização.

Contacte o Escritório de Advocacia Bianucci para agendar uma consulta na sede de Milão, em Via Alberto da Giussano, 26.